Guia da Gravidez
O Médico Responde – A Perguntas e Respostas
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Quando deve começar o curso de preparação do parto?

Não há uma regra fixa. Algumas mulheres estão ansiosas para iniciá-lo desde que tem conhecimento do seu estado; outras não se sentem motivadas até terem uma barriga proeminente e sentirem os movimentos do filho. Contudo, não convém deixar para a a última hora, já que o parto se pode antecipar. Por isso se
recomenda iniciá-lo no quarto ou no quinto mês. O começo do curso costuma dedicar-se à realização de exercícios para minimizar as dores próprias da gestação. A partir do sétimo mês costuma passar-se à prática, com a aprendizagem dos exercícios de relaxamento e respiração.

Qual a diferença entre os cursos de “preparação do parto” e de “educação materna”?

Nenhuma, são denominações utilizadas para designar os mesmos cursos. No entanto, e preferível a primeira, porque actualmente estes cursos não se centram exclusivamente em preparar a mãe, mas estão sim orientados para o casal: convém que o pai partilhe a experiência da gravidez e do parto, que também se prepare para receber o filho. Nos cursos, de facto, o pai tem um papel participativo: não só recebe informação como se encarrega de ajudar a mulher nos exercícios o até se treina para lhe proporcionar o devido apoio emocional e colaborar activamente durante o parto, por exemplo, fazendo-lhe massagens para aliviar as dores no período de dilatação e guiando-a no que se refere ao controlo da respiração durante a fase de expulsão.

O médico disse-me que devo começar cedo o curso de preparação do parto, mas vou certamente pedir anestesia e não sei se tenho que me “preparar” para o parto…

Como você, há mulheres que, tendo em conta os avanços médicos contínuos, sobretudo no que se refere a técnicas de controlo da dor, pensam que não é necessária uma preparação específica do parto. Contudo, apesar de não ser absolutamente indispensável, esta preparação é bastante conveniente, por vários motivos. Por um lado, no curso aprendem-se muitas coisas interessantes que são úteis não só para o parto, mas também para levar nas melhores condições os últimos meses de gravidez e para a época posterior ao parto. Por outro, nenhum avanço tecnológico pode justificar que a mulher adopte um papel passivo, porque nunca se sabe como vão correr as coisas, quando e onde ocorrerá o parto e até que ponto os médicos pedirão a participação da mãe para que a criança nasça nas melhores condições. E para isso há
que estar bem informada.

E A minha filha começou um curso de preparação do parto no qual fazem ginástica, mas não me parece que esteja em condições de fazer esforços. Não é perigoso fazer exercícios no seu estado?

Se os exercícios se realizarem sob supervisão de profissionais qualificados, não fiá perigo algum; pelo contrário, são muito benéficos. A ginástica pré-natal melhora o estado físico, serve para prevenir alguns problemas comuns durante a gravidez e ajuda a fortalecer os grupos musculares que mais participam no parto. Isso, quando se trata de exercícios adequados, e precisamente grande parte das aulas dos cursos de preparação do parto são dedicadas ao ensino dos mais convenientes e da maneira como devem ser realizados.

A minha cunhada está num curso de preparação do parto e não passa um único dia em que não dedique um bocado a praticar uns exercícios de respiração. São assim tão importantes esses exercícios?

De facto, a respiração tem um papel importante no momento cio parto. Por um lado, o facto de respirar de uma determinada forma pode ajudar a parturiente a concentrar a sua atenção e participar de uma forma mais activa no nascimento. De facto, o controlo da respiração inclui-se praticamente em todas as técnicas de relaxamento. Por outro lado, durante o desenvolvimento do parto, os diversos tipos de respiração, efectuados em cada momento, segundo as indicações do especialista, permitem facilitar ou acelerar o processo, ou seja, propiciando as contracções ou incrementando o seu efeito.

À medida que se aproxima a data prevista para o nascimento do meu filho, cada vez estou mais amedrontada: relataram-se casos de partos tão difíceis que temo quando alguém me quer contar a sua experiência…

Uma medida muito prudente e recomendável para todas as grávidas é evitar que lhe relatem partos difíceis: lamentavelmente, as pessoas tendem a cortar, e com todo o tipo de detalhes, os casos mais infelizes, os que o parto é sinónimo de sofrimento, enquanto que, pelo contrário, apenas se comentam os partos fáceis e normais, aqueles em que tudo correu bem. Não é algo irrelevante, porque precisamente esta é a origem do condicionamento negativo que muitas mulheres têm em relação ao parto: ouviram tantas coisas desagradáveis que tendem a pensar que o seu caso não será excepção e que sofrerá muito, quando os partos verdadeiramente excepcionais são aqueles em que surgem contratempos. Assim, quando alguém estiver na disposição de lhe relatar o caso de “uma conhecida que passou muito mar’, educadamente mas com firmeza, negue-se a escutá-lo.

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