Guia da Gravidez
O Médico Responde – A Perguntas e Respostas
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Para uma correcta higiene durante a gravidez, é preferível banho ou duche?

A verdade é que praticamente até ao fim da gravidez é indiferente tomar banho de imersão ou duche.
Mas na última etapa é preferível evitar os banhas de imersão, porque facilita a entrada de água contaminada pelo canal vaginal quando o útero pode começar a dilatar. Se a bolsa de águas tiver rompido, a contra-indicação do banho é absoluta, uma vez que o bebé estará desprotegido.

A minha mãe diz que quando ela estava grávida usava uma cinta e diz que eu deveria fazer o mesmo. É verdade isso?

Não, salvo se for indicado pelo médico. Há uns tempos era normal que as grávidas usassem cinta para evitar a “queda” do abdómen, especialmente depois do parto. Mas, actualmente, não se considera necessário, porque a maioria das mulheres tem uma musculatura abdominal suficientemente forte para “segurar” o abdómen sem qualquer problema. Para fortalecer esta musculatura, é aconselhável a prática de exercícios físicos que, além do mais, facilitarão a recuperação da silhueta após o parto. Hoje em dia a utilização de cinta apenas é indicada nas mulheres que por algum motivo têm uma musculatura abdominal suficientemente fraca que requer uma ajuda suplementar.

A minha barriga já está enorme e não encontro uma posição cómoda para dormir. Qual é a postura mais aconselhável?

Dormir para cima ou para baixo ser-lhe-à incómodo e, além disso, é pouco recomendável. Convém, portanto, que durma de lado, não só porque será mais cómodo mas também porque desta forma evitará que o útero comprima os vasos sanguíneos abdominais, permitindo que o sangue chegue sem qualquer dificuldade à placenta e favorecendo assim a drenagem venosa das pernas. Uma boa fórmula para estar mais cómoda é deitar-se de lado, de preferência sobre o lado esquerdo, e colocar uma almofada entre as pernas flectidas.

Estou a entrar no último mês de gravidez e ouvi dizer que nesta época é preferível não ter relações sexuais…

Costuma dizer-se que é preferível evitar o coito vaginal nas últimas semanas da gravidez porque estimula as contracções uterinas e pode desencadear o parto. Mas, para que isso aconteça, o útero deverá estar maduro, preparado para o início do trabalho de parto, pelo que não há qualquer perigo. Só deve ser evitado o coito se o médico, por alguma razão específica, assim o indicar: para tirar as dúvidas, é melhor perguntar ao médico.

A minha prima toma uns medicamentos e agora, embora tenha ficado grávida, o seu médico diz que não pode interromper o tratamento. Não será prejudicial para o bebé?

Depende do medicamento, embora o médico certamente já o tenha tido em consideração. O que acontece é que há doenças crónicas que requerem uma terapia contínua, a qual não pode ser suspensa, porque implicaria um risco de agravamento e poderia pôr em risco a saúde da mulher e inclusivamente a da criança. Nestes casos, avaliam-se os benefícios e os riscos do tratamento e adopta-se o procedimento mais apropriado, porque
há medicamentos que não são inócuos durante a gravidez, mas que devem ser administrados na mesma porque, caso contrário, o risco seria ainda maior. A mulher deve ser totalmente informada pelos médicos de forma a poder participar da decisão final.

A minha mulher e eu pensamos em fazer uma viagem de avião, mas, como a sua gravidez estava bastante avançada, a companhia aérea pediu-nos uma autorização do médico e isso preocupa-nos… Será que o bebé corre algum perigo se a minha mulher viajar de avião?

Não, nem o bebé nem a mulher correriam perigo algum se viajassem de avião. As companhias aéreas costumam agir assim para garantir que não existem circunstâncias particulares que favoreçam uma possível antecipação do nascimento e minimizar as probabilidades de que o parto aconteça em pleno voo. Evidentemente, esta é urna precaução lógica.

Desde que se nota a minha gravidez, o meu marido recusa-se a ter relações sexuais porque pensa que uma penetração poderia prejudicar o bebé…

Muitos homens pensam assim, mas este medo não tem fundamento. O feto está bem protegido dentro do útero, rodeado por membranas e imerso no líquido amniótico, a matriz encontra-se inclusivamente selada por um tampão mucoso que se desprende pouco antes do parto e, para além disso, o ângulo da vagina afasta o pénis do útero. Portanto, as penetrações, embora sejam profundas, são seguras e não implicam risco algum para o bebé.

Desde que estou grávida pensamos em mudar de casa para que o nosso filho possa dispor de um quarto próprio. A minha mãe diz que, se já tomámos essa decisão, não a devemos adiar, porque quando se aproximar o parto não terei forças suficientes…

Se têm essa possibilidade, tente fazer a mudança até metade do período da gravidez, que é a época em que terá mais energia. Não convêm fazê-lo no primeiro trimestre, porque nesta época o cansaço costuma ser mais acentuado, nem no último, quando o abdómen está mais saliente, as pernas tornam-se pesadas e o cansaço aumenta. Ora bem, chegado o momento, colabore mas evite levantar pesos ou fazer esforços, porque, embora se sinta enérgica, é melhor não se expor a riscos desnecessários.

Estou no sexto mês de gravidez e sei que devo manter-me activa, mas, embora tenha vontade de fazer muitas coisas, a verdade é que me canso facilmente. 0 que posso fazer?

É absolutamente normal que se canse, porque o seu organismo é submetido a um grande esforço; tão importante corno manter-se activa é descansar o suficiente. Para além das horas de sono pertinentes, nunca menos de oito por dia, deve dedicar outras tantas para repousar ou realizar actividades que não impliquem desgaste físico, como, por exemplo, ler, ouvir música, fazer trabalhos manuais, etc. Nunca tente ultrapassar os limites e, se no decurso de alguma actividade nota que está cansada, interrompa-a de imediato e descanse até que se sinta recuperada.

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