Guia da Gravidez
O Médico Responde A Perguntas e Respostas
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Tenho ouvido dizer que, para poder ter filhos, há alguns casais que recorrem a uma “mãe ou ventre de aluguer”, mas não sei exactamente o que significa…

Há mulheres que embora tenham ovários perfeitamente funcionais e produzam óvulos férteis, carecem de útero, tanto por uma malformação congénita como por consequência de uma remoção cirúrgica e, portanto, não dispõem do órgão indispensável para o desenvolvimento da gestação. Nestes casos, se o casal não quer renunciar à paternidade biológica, cabe a possibilidade de que o útero de outra mulher, uma “mãe substituta”, seja a sede da gravidez de uma criança concebida a partir da união em laboratório de um óvulo da mulher estéril e um espermatozóide do seu companheiro. Portanto, a criança será filha biológica, com a correspondente carga genética de ambos os membros do casal. Trata-se, no entanto, de um recurso terapêutico questionado tanto nos seus aspectos éticos como legais, cuja realização só está permitida
em poucos países.

O que são os “bebés-proveta”?

Este termo popular tem-se utilizado para designar as crianças nascidas graças à fecundação ln vidro, simplesmente porque a fecundação não tem lugar no corpo da mãe mas sim num tubo de ensaio do laboratório. Trata-se de uma denominação completamente inapropriada porque induz a pensar que estas crianças são “especiais” quando, no entanto, pondo de lado tão só umas horas do começo da sua existência, a sua gestação e posterior desenvolvimento são completamente naturais. A possibilidade de que no futuro haja crianças que amadureçam artificialmente num laboratório não se pode descartar, mas agora é pura ficção científica.

Depois de realizar inúmeros testes, os médicos concluíram o estudo sem poder diagnosticar o motivo que impede a minha prima e o seu marido de terem filhos. Terão de se resignar ou ainda se pode fazer alguma coisa nestes casos?

A causa da esterilidade permanece obscura, apesar de se realizarem todos os procedimentos diagnósticos disponíveis actualmente em cerca de 5 por cento dos casos. Pode parecer estranho, mas não o é tanto se se tem em conta que os factores envolvidos na reprodução são múltiplos e diversos: em certas ocasiões a esterilidade deve-se a falhas tão subtis ou à coincidência de factores causais tão complexos que, na prática, é impossível determinar a origem exacta de todos os casos de esterilidade. Felizmente, nestes casos, quando não se detecta problema algum em nenhum dos membros do casal, é possível recorrer a alguma técnica de reprodução assistida, como a fecundação ln vidro, com certas expectativas de sucesso.

É costume dizer-se que as doenças de transmissão sexual mal curadas podem ser causa de esterilidade. Porquê?

Algumas infecções transmitidas por via sexual podem dar origem, principalmente se não recebem tratamento oportunamente, a uma inflamação dos órgãos genitais com repercussões que podem causar esterilidade. E o caso da gonorreia, afecção venérea causada pela bactéria. Neisseria gonorrhoeae ou gonococo, que pode originar uma inflamação crónica das trompas de Falópto e dar lugar, assim, à formação de cicatrizes que possam obstruir estes canais, uma das causas mais comuns de esterilidade.

A minha irmã não pode engravidar e, de acordo com o que me disse, o seu médico suspeita de que se possa dever a uma endometriose. De que se trata?

A endometriose é uma doença relativamente frequente que consiste na presença de fragmentos de um tecido semelhante ao que cobre o interior do útero/ chamado endométrio, em localizações anómalas, tais como as trompas de Falópio ou os ovários. As menstruações costumam ser dolorosas e requerem tomar calmantes e repousar. Uma vez que o endométrio experimenta mudanças cíclicas em resposta aos estímulos das hormonas femininas e periodicamente se escama, é habitual que se produzam hemorragias nestas localizações anómalas e isto pode dar origem a alterações que causam esterilidade, uma obstrução das trompas ou a formação de quistos nos ovários que afectem a sua funcionalidade.

Ouvi dizer que há cada vez mais casais estéreis. É isto verdade? Quais poderão ser as causas?

De acordo com diversos estudos realizados relativamente a este assunto, calcula-se que entre 10 e 15 por cento da população em idade fértil apresenta algum factor causador de esterilidade. No entanto, é difícil estabelecer se este problema é mais frequente actualmente do que antigamente, porque, em menor ou maior proporção, sempre existiu e é muito complexo definir a sua incidência exacta. No entanto, nos países desenvolvidos, o aumento do número de casais que consultam o médico por este motivo parece reflectir tal circunstância. É possível que o estilo de vida moderno explique em certa medida este aparente incremento da incidência da esterilidade: o stress, hábitos tóxicos como o tabagismo, a presença de contaminantes no meio ambiente e a alimentação ou o adiamento da maternidade para idades cada vez mais tardias são factores que reduzem a fertilidade e podem contribuir para a extensão do problema.

Tenho 33 anos e estou muito ansiosa por ser mãe, mas há já oito meses que o meu marido e eu tentamos, sem êxito, que eu engravide. Penso que deveríamos consultar o médico para investigar se temos um problema de esterilidade, mas ele diz que é demasiado cedo. Tem razão?

O estudo da esterilidade é complexo, porque costuma requerer a realização de numerosos exames e testes, pelo que não é conveniente iniciá-lo de forma prematura: é perfeitamente normal que um casal que mantém relações sexuais com regularidade demore um ano ou até mais em conseguir uma gravidez. No entanto, o tempo de espera aconselhado para ir a uma consulta quando se suspeita de uma possível esterilidade está relacionado com a idade dos membros do casal, principalmente com a da mãe, precisamente pelo tempo que se pode demorar em determinar a existência de um problema e propor uma solução. Os especialistas, na sua maioria, concordam em que não faz sentido iniciar uma investigação antes dos dois anos de tentativas infrutuosas de uma gravidez se o casal tem menos de 30 anos, mas o tempo de espera requerido pode reduzir-se a um ano ou inclusive seis meses se a mulher tem mais de 35 anos.

2 Comentários

daiane

2014-09-13 18:07:55 Responder

ola meu esposo fiz uns exames e constatou que ele tem os testículos atrofiados e os sêmens mortos ,queria saber se tem algum remédio para tratamento dos testículos e para uma reprodução melhor de espermas;..

Maria luiza

2014-10-23 19:07:56 Responder

Doutor por favor minha pergunta logo pelo amor de deus to com muito medo ! To sentindo enjoo ,muitas vontades de comer ,so que fiz o isame do BHCG deu ass <0.100mUI/ml oque sigfica ? Por favor me responde

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