Guia da Gravidez
O Médico Responde – A Perguntas e Respostas
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Penso que estou grávida e já tenho marcação para ir ao médico para que mo possa confirmar. Gostaria que o meu marido me acompanhasse a esta consulta e, se realmente estou grávida, que esteja comigo em todas as consultas de rotina. Há algum inconveniente em que o faça?

Em absoluto, pelo contrário, a presença do seu companheiro será útil na primeira consulta, porque proporcionará ao médico a oportunidade de lhe fazer perguntas que o afectam directamente, como a eventual existência de antecedentes de doenças hereditárias na sua família. E também será benéfica nas consultas de rotina, uma vez que é sempre conveniente que o homem acompanhe a gestação do seu futuro filho.

A minha irmã aconselha-me que antes de cada consulta faça uma lista de todas as perguntas que gostaria de fazer ao médico, para não me esquecer de nada. É uma boa ideia?

É uma ideia excelente, a tal ponto que inclusive muitos especialistas costumam recomendá-lo na primeira consulta. Para o médico, responder às inquietudes da paciente não representa um incómodo; pelo contrário, já que supõe uma garantia para conseguir os objectivos fundamentais do acompanhamento da gravidez, como são o facto de poder detectar qualquer problema que surja e o de proporcionar à mulher um adequado
aconselhamento, mantendo-a bem informada sobre tudo o que está a acontecer a ela e ao seu bebé. Assim, convém que escreva todas as dúvidas que surjam desde a consulta anterior, por absurdas ou insignificantes que lhe pareçam, para ter a certeza de as recordar e a oportunidade de as formular de uma forma ordenada.


Estou bastante surpreendida porque a segunda consulta de rotina foi bastante mais breve do que a primeira…

Não se deve surpreender, é normal. A primeira visita costuma ser mais longa porque nesta consulta o especialista tem que iniciar o historial clínico que recolherá tudo o que aconteça durante a gravidez e, com esta finalidade, vê-se obrigado a manter uma entrevista mais longa para precisar os dados da máxima relevância, tais como os antecedentes médicos e familiares da mulher e do seu companheiro, assim como realizar um exame físico minuciosa que lhe permita detectar qualquer anomalia significativa. Nas seguintes consultas, no entanto, a entrevista serve sobretudo para o médico investigar os dados pontuais mais relevantes sobre o que aconteceu desde a consulta anterior, e o exame físico baseia-se em verificar as mudanças corporais do organismo materno e o estado do bebé. Se tudo está bem, é lógico que algumas das consultas de rotina sejam muito mais breves do que a primeira.

Tenho ouvido dizer que através da ecografia é possível descobrir o sexo do bebé. Quando poderei saber se será menina ou menino?

Efectivamente, muitas vezes na ecografia observa-se imagens tão nítidas da zona genital do feto que é possível determinar com absoluta exactidão o seu sexo. Regra geral, este dado já se obtém na segunda ecografia de rotina, efectuada entre as semanas 20 e 24, quando os genitais externos do feto estão já perfeitamente formados. Mas o exame nem sempre é conclusivo, porque as imagens que se obtém dependem da posição do feto e do ângulo de visão: é possível que o feto tenha as pernas cruzadas, que a zona genital fique oculta pelo cordão umbilical ou pelos movimentos dos membros. Na realidade, numa quinta parte dos casos não é possível constatar nesta ecografia o sexo cio bebé ou as conclusões às quais se chega são erradas.

Estou a avaliar a conveniência de me submeter a uma amniocentese, mas tenho ouvido dizer que este exame não é inócuo e isso preocupa-me. Que riscos comporta?

A amniocentese é uma técnica invasiva, uma vez que se deve introduzir uma longa agulha no abdómen materno até alcançar o interior do útero para obter uma amostra do líquido amniótico. Portanto, como diz, não é um exame completamente inócuo, como, por exemplo, a ecografia. Na verdade, a punção não implica nenhum perigo directo para o feto, porque se realiza sob um controlo eco-gráfico que permite guiar a agulha com total
segurança para não o lesar. Mas supõe um certo risco de desencadear uma interrupção da gravidez, uma pequena possibilidade que, de acordo com diversas estatísticas, se situa entre 0,3 e 1 por cento. Convém, então, que antes de tomar a sua decisão fale sobre isto ao especialista e decida, sob aconselhamento, se existem motivos justificados para realizar o exame.

A minha cunhada está grávida e, apesar de tudo estar a correr bem, continua a fazer análises e a ir ao médico todos os meses. É realmente necessário?

Vários estudos constataram que um controlo regular da gestação permite detectar índices precoces de alterações e que, consequentemente, diminui significativamente o risco de que se apresentem complicações graves durante a gravidez e o parto. Se se verifica algum problema, poderá tomar-se medidas oportunas no caso de existir algum risco para a mãe ou para o feto.

Ao fazer urna ecografia, o especialista modificou a data que tinha inicialmente corno provável para o parto. Que pode ter visto para mudar de opinião?

O cálculo da data provável do parto realiza-se, em princípio, tendo como base a data da última menstruação, mas este dado não é conclusivo e apenas permite fazer uma previsão teórica que, regra geral, corresponde de forma bastante aproximada à realidade. Ao realizar uma ecografia, no entanto, graças às imagens obtidas, pode determinar-se com maior exactidão a idade do embrião e, portanto, não é estranho que se modifique, a partir de dados mais fiáveis, o cálculo inicial do início do parto.

Cada vez que vou ao médico, este solicita uma análise de urina. Porquê?

Apesar da sua simplicidade, a análise de urina é muito útil para detectar possíveis complicações da gravidez. Assim, por exemplo, a medição da glucose permite descobrir se se está a desenvolver uma diabetes gestacional, enquanto que a detecção de proteínas tipo albumina põe em alerta o eventual desenvolvimento de uma toxemia da gravidez, uma complicação que requer atenção médica imediata devido à gravidade das suas consequências. Dado que a análise de urina é fácil de realizar e bastante económica, por rotina pratica-se regularmente ao longo de toda a gravidez.

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