Guia da Gravidez
O Médico Responde – A Perguntas e Respostas
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4 Aproximo-me dos 40 anos e ainda não tenho filhos, mas a verdade é que ainda penso nisso. O que poderá acontecer se ficar grávida?

O mais certo é que tenha um lindo bebé. Apesar de se recomendar que as mulheres tenham filhos até aos 35 anos, este conselho dá-se em termos gerais. Um adequado controlo da gestação, talvez um pouco mais rigoroso do que numa mulher jovem, permitirá prevenir qualquer complicação. E as técnicas de diagnóstico pré-natal tornam possível detectar eventuais anomalias fetais com tempo suficiente para tomar a decisão que julgue mais conveniente. Na actualidade, graças aos avanços médicos, ficar grávida numa idade mais madura não supõe qualquer problema.

Tenho 43 anos e fiquei grávida quando pensava que estava no início da menopausa. Agrada-me a ideia de ter um filho, mas receio que possa vir com problemas. Existe algum método de detecção antes do nascimento?

Pode realizar um teste diagnóstico chamado amniocentese, que consiste na obtenção de uma amostra de líquido amniótico para analisar o seu conteúdo. Este teste proporciona informação valiosa sobre o desenvolvimento do feto, uma vez que contém células e substancias procedentes do seu organismo. Permite estabelecer se o feto apresenta alguma anomalia cromossómica ou genética.

3 A prática de um abortamento pode trazer algum risco em futuras gestações?

Se a interrupção da gravidez se realizar no momento oportuno e com os procedimentos adequados, não existe qualquer razão para que a intervenção deixe sequelas que dificultem uma nova gestação. No entanto, quando é realizada por pessoas não qualificadas e num ambiente insuficientemente equipado, não é raro que ocorram complicações que, inclusive podem provocar esterilidade.

3 Estou muito preocupada porque, embora tenha o DIU, penso estar grávida. Será necessário fazer um aborto?

É difícil que esta situação ocorra, pois o dispositivo intra-uterino é um eficaz método anticonceptivo. Mas não é impossível, uma vez que, embora numa proporção mínima, ocorrem falhas. Mas não se preocupe, pois se a gravidez prosseguir o feto não será afectado, E possível que o médico decida extraí-lo se estiver no
início da gravidez. Mas não é imprescindível e, se já tiver decorrido bastante tempo, elimina-se esta possibilidade. Se bem que aumentem as possibilidades de abortamento, o mais provável é que a gravidez se desenrole normalmente. No momento do parto, o DIU será expulso com a placenta.

2 a minha mulher sofre de uma doença renal crónica e, se bem que gostaríamos de ter um filho, receio que uma gravidez possa piorar a doença ou que o tratamento que ela faz seja prejudicial para o bebé. Como poderíamos avaliar estes riscos?

É conveniente que falem sobre esse assunto com o médico que acompanha a doença da sua mulher, que é quem melhor conhece o caso, e, em conjunto, poderão analisar detalhadamente questões como os riscos aos quais estaria exposta se ficasse grávida, o tipo de medidas que poderiam ser adoptadas para minimizar os perigos, o tipo de vida que poderia fazer durante a gestação, as probabilidades de o feto poder ser
afectado pela própria doença da mãe ou pelos medicamentos que recebe e as possíveis alternativas terapêuticas para evitar complicações. Cada caso é especial e só poderão ser determinados os riscos potenciais relativamente a uma gravidez depois de avaliar todos estes factores.

Tenho 37 anos e sei que uma gravidez na minha idade comporta o risco de ter um filho com síndroma de Down, mas a ideia de ser submetida a uma amniocentese para averiguar preocupa-me. Ouvi dizer que esse risco poderá ser determinado mediante análises ao sangue especiais. £ verdade?

Efectivamente. A analise a que se refere baseia-se na medição de determinadas substâncias no sangue materno, especialmente a denominada alfa-fetorpoteína e a hormona gonadotropina coriónica, uma vez que uma alteração nos níveis das mesmas permite avaliar o risco de o feto ter síndroma de Down. No entanto, este exame, que costuma realizar-se entre as semanas 14 e 16 da gestação, só permite diagnosticar a existência desse risco e não proporciona a certeza absoluta, para o qual é preciso recorrer à amniocentese.

3 Uma colega de trabalho disse-me que na sua família há vários hemofílicos e que, se ela tivesse um filho do sexo masculino, provavelmente também padeceria da doença. Como é possível se ela não a padece?

À hemofilia é uma doença causada por um defeito genético que se transmite à descendência por um mecanismo de herança ligada ao sexo; as mulheres são portadoras do gene anómalo e não padecem a afecção, enquanto que os homens que o herdam da sua mãe inevitavelmente sofrem a doença. É de salientar que, devido a este particular mecanismo de transmissão hereditária, é possível que a doença salte uma ou várias gerações, passando o gene responsável de mães para filhas sucessivamente sem que qualquer uma delas sofra da doença. De qualquer forma, hoje em dia existem exames que permitem determinar se uma mulher é portadora do gene defeituoso e, portanto, pode transmiti-lo à sua descendência, ou se não o herdou dos seus antepassados e,
em consequência, não corre qualquer perigo de ter filhos afectados.

1 Sofri três abortamentos espontâneos sem que os médicos saibam o motivo. Agora recomendam que o meu marido e eu façamos um conselho genético, mas não percebo qual a relação…

O facto de sofrer abortamentos repetidos é uma clara indicação do conselho genético, uma vez que, por exemplo, o estudo pode descobrir se algum dos membros do casal apresenta uma anormalidade cromossórnica ou uma alteração genética responsável pelo problema. Não é de admirar, uma vez que a maior parte dos abortamentos espontâneos se deve a anomalias desta natureza que tornam inviável o produto da concepção. Mediante um conselho genético poderá determinar-se se este é o seu caso e, em consequência, a probabilidade de o problema se repetir em futuras ocasiões.

1 Comentários

barbara

2014-11-04 12:56:48 Responder

Tenho uma bb de 4meses tava tomando o norestin estava tomando errado e minha mestruacao nao desceu ta atrasada a 14 dia. Oq devo fazer?

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