Guia da Gravidez
Mecanismos de produção
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O líquido amniótico no qual está imerso o feto renova-se de forma contínua, de tal forma que a quantidade presente no interior do saco amniótico, embora aumente à medida que avança a gravidez, em condições normais
mantém-se dentro de certos limites em cada etapa da gestação. Este líquido tem uma composição parecida à do plasma sanguíneo e deriva de uma filtragem das paredes dos vasos sanguíneos do útero e de uma segregação das membranas amnióticas. O feto engole líquido amniótico durante a vida intra-uterina e também participa na sua
produção através da eliminação da urina. Mas, ao mesmo tempo que é produzido, o líquido amniótico absorve-se em quantidades mais ou menos equivalentes mediante as membranas amnióticas das paredes do cordão umbilical.
Assim, dentro do saco amniótico ocorre uma troca constante de líquido e da sua acumulação e, se não acontece nada de anormal, raramente ultrapassa os 1.500 mililitros. Considera-se que existe hidrâmnios se a quantidade de líquido ultrapassa os 2.000 mililitros, sintoma de algum problema que provoca o aumento da produção ou então uma redução da absorção. As causas desta alteração são variadas, visto que são muitos os mecanismos envolvidos na produção e na absorção do líquido amniótico. Em metade dos casos, não se chega a determinar o factor responsável, enquanto que nos restantes identifica-se motivos diferentes: uma gravidez múltipla, uma malformação congénita do feto ou alguma doença da mãe que propicia o seu desenvolvimento.

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