Guia da Gravidez
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Fundamentos

A amniocentese é uma técnica que consiste na obtenção de uma amostra de líquido amniótico contido na bolsa de águas, onde se encontra o feto, mediante uma punção efectuada através da parede abdominal da gestante. Na amostra de líquido amniótico obtido desta forma há diversas substâncias que provêm do organismo fetal e, inclusive, há células descamadas do próprio feto; posteriormente, realiza-se num laboratório análises bioquímicas e cromossómicas para descartar ou detectar a existência de malformações congénitas e para controlar o estado fetal.

Procedimentos

A técnica é simples e praticamente indolor, uma vez que a punção se efectua depois de administrar anestesia local no abdómen materno. A punção é realizada sob um controlo ecográfico contínuo, para que o especialista possa guiar com precisão a agulha e evitar assim lesões das estruturas fetais ou da placenta. Depois de desinfectar a zona da
punção e aplicar anestesia local, o médico introduz uma agulha comprida através da parede abdominal e, posteriormente, através da parede uterina, até alcançar o interior da bolsa de águas. E, uma vez que se situe o extremo da agulha no local indicado mediante uma seringa, aspira uma pequena amostra de líquido amniótico que se envia para o laboratório. Finalmente, retira a agulha e coloca um penso na zona da punção. O procedimento requer, no total, cerca de uma hora e uma vez finalizado, se tudo estiver bem, a aguardar duas ou três horas de repouso, embora se recomende que limite a sua actividade durante um par de dias.

A punção no útero materno, sob controlo ecográfico para guiara agulha e evitar lesões das estruturas fetais ou da placenta, permite obter uma amostra de líquido amniótico que se envia para o laboratório para efectuar as análises bioquímicas e cromossómicas.

Indicações

Embora a amniocentese seja uma técnica bastante segura, é um método invasivo nem sempre inócuo: a sua prática inclui um pequeno risco, de cerca de 0,3 a 1 por cento, de provocar uma interrupção da gravidez. Por isso, só se recomenda a sua realização quando existem motivos justificados. Na verdade, a amniocentese pode efectuar-se com diferentes finalidades. Uma amniocentese precoce, efectuada entre as semanas 14 e 16, serve para detectar uma eventual alteração genética ou cromossómica, como a síndrome de Down ou certas doenças hereditárias.

Costuma recomendar-se quando existem factores de risco especifico, por exemplo, uma idade materna superior a 35 anos ou antecedentes familiares de afecções transmissíveis de pais para filhos. Também é conveniente efectuar uma amniocentese durante o segundo trimestre de gravidez quando há suspeitas de uma incompatibilidade Rh maternofetal, alteração capaz de provocar uma destruição dos glóbulos vermelhos do feto, que pode avaliar-se mediante urna análise do líquido amniótico para decidir qual a actuação terapêutica mais adequada. Assim, uma amniocentese tardia é útil para avaliar o estado do feto e, mediante a determinação de diversas substâncias presentes no líquido amniótico, avaliar se existe um quadro de sofrimento fetal ou averiguar se os pulmões fetais estão em condições de suportar um
nascimento prematuro.

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